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 Há um pensamento corrente que afirma que uma pessoa pode ter a Jesus como Salvador e não tê-lo como Senhor. Será que esta é uma ideia que pode ser sustentada biblicamente? A epístola de Paulo aos Romanos nos ajuda a descobrir.

Nessa carta ele discorre, entre outros assuntos, sobre a questão da lei e sua relação com a salvação. Muitos judeus achavam que seriam salvos pelos seus próprios méritos ao cumprir a lei. Entendiam que o fato de ter nascido em Israel já era uma garantia para a salvação, pois faziam parte do povo pactual.

Por causa desse pensamento, Paulo afirma que ninguém seria justificado por obras da lei e que a Lei foi dada para que o homem entendesse plenamente a sua situação de pecador e de culpa diante de Deus (cf. Rm 3.19-20).

Paulo enfatiza essa questão da condenação da lei para ensinar que a salvação é obtida pela graça e não por méritos. A lei mostra quão pecador é o homem e quão desesperadamente ele precisa da graça do Senhor. O resultado da acusação da lei é a glória de Deus e a constatação da grandeza de sua graça.

No capítulo 6.14, Paulo menciona um resultado prático da salvação: “Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei e sim da graça.”

Antecipando um possível questionamento do tipo: “Então podemos pecar à vontade pois, quanto mais pecarmos, mais a graça se manifestará?”, o apóstolo pergunta no versículo 15: “E daí? Havemos de pecar porque não estamos debaixo da lei e sim da graça? – e mais que depressa responde – De modo nenhum!”, e continua ensinando algumas verdades importantes do verso 16 ao 23:

  1. O homem sempre está servindo a alguém ou alguma coisa – v. 16;
  2. Deus, pela sua graça, liberta o homem da escravidão do pecado e o faz escravo da justiça – vv. 17,18;
  3. Aqueles que são salvos têm de buscar uma vida santa diante de Deus – v. 19;
  4. Quem é servo do pecado está perdido e condenado à morte eterna – v. 23a;
  5. Aqueles que são servos de Deus frutificam e têm a vida eterna – vv. 22 e 23b

Diante de tudo isso, fica claro que não há lugar para o entendimento de ter a Cristo como Salvador e não tê-lo como Senhor. Não há como sustentar isso biblicamente. Aqueles que dizem ser salvos, mas não obedecem a Cristo, estão se enganando.

Em Cristo Jesus somos libertos da servidão ao pecado e ao mesmo tempo somos feitos seus servos ou, literalmente, escravos. Servimos ao Senhor e devemos, por isso, buscar uma vida santa diante dele. Ser servo de Deus implica frutos. Jesus foi enfático ao ensinar que pelos frutos conhecemos a árvore.

Que o nosso Salvador, que é Senhor, nos faça permanecer em sua presença, obedecendo à sua lei e santificando-nos para ele mesmo.

Pr. Milton Jr.

Milton C. J. Junior
Milton C. J. Junior
Graduado em Teologia pelo Seminário Teológico Presbiteriano "Rev. José Manoel da Conceição" e pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Especialista em aconselhamento bíblico pelo Seminário Palavra da Vida. Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil desde 2002, servindo à Igreja Presbiteriana da Praia do Canto desde 2007.

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